Eles percorrem os caminhos possíveis e sobrevivem á margem de tudo, refugiados de nada. Arrastam o estigma de um passado que já não reconhecem ou fingem esquecer. São deparados com uma estrada barrada e ai param, ficam á espera. Os gestos que então esboçam, não servem para nada, não conduzem a uma qualquer acção. Repetidos, rotineiros pontuam um tempo indeterminado.
Como eles estamos todos em trânsito e só paramos momentaneamente perante um qualquer obstáculo no entanto aguardamos que surja uma mudança inesperada que abra o caminho na direcção mais fácil. É o mais fácil que traz bom grado.
Como eles estamos todos em trânsito e só paramos momentaneamente perante um qualquer obstáculo no entanto aguardamos que surja uma mudança inesperada que abra o caminho na direcção mais fácil. É o mais fácil que traz bom grado.
Eles somos nós.
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