Sempre acreditei que dar as mãos é um dos gestos mais íntimos que pode existir, habituei-me a andar de mãos dadas desde pequena com os mais próximos de mim. Caminhar ao lado de alguém com a mão dada é das melhores sensações do mundo, é um gesto tão inevitável e natural que se torna impossível de fabricar, e isso faz dele algo verdadeiramente magico. Tal como os abraços, não há abraços inventados; ou se dão com todo o corpo e de coração aberto, ou então morrem antes mesmo de os braços se abrirem. Porque as mãos dadas e os braços são manifestações de afecto puro e fraternal, são sinais inequívocos de amizades e a amizade é um sentimento muito mais honesto do que o amor ou a paixão.
O amor enquanto paixão é um sentimento muito traiçoeiro. Podemos sentir semanas, meses ou anos que nada é mais certo e verdadeiro, e um dia por uma qualquer razão irrelevante ou mesmo sem motivo ele desfaz-se, dissipa-se, escorregando como água por entre os dedos e desaparece para sempre.
Já aconteceu comigo, e sinceramente não foi assim tão fácil acentuar a ideia e pior do que isso, viver com ela. Se tudo se destroi tão facilmente como se cosntroi é como dar o certo por incerto e viver cada dia a seu tempo, apenas da maneira que tem de ser vivido sem certezas de que existirá um futuro. Compreendo agora as pessoas que vivem do passado, compreendo-me a mim finalmente. Os erros começam a ter desculpa, e isso já não me agrada.
Já aconteceu comigo, e sinceramente não foi assim tão fácil acentuar a ideia e pior do que isso, viver com ela. Se tudo se destroi tão facilmente como se cosntroi é como dar o certo por incerto e viver cada dia a seu tempo, apenas da maneira que tem de ser vivido sem certezas de que existirá um futuro. Compreendo agora as pessoas que vivem do passado, compreendo-me a mim finalmente. Os erros começam a ter desculpa, e isso já não me agrada.
Diz adeus.
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